A CIVILIZAÇÃO MAIA - E SUAS PIRÂMIDES NO MÉXICO

A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, notável por sua língua escrita (único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo), pela sua arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos. Inicialmente estabelecidas durante o período pré-clássico (1000 a.C. a 250 d.C.), muitas cidades maias atingiram o seu mais elevado estado de desenvolvimento durante o período clássico (250 d.C. a 900 d.C.), continuando a se desenvolver durante todo o período pós-clássico, até a chegada dos espanhóis. No seu auge, era uma das mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas sociedades do mundo. A civilização maia compartilha muitas características com outras civilizações da Mesoamérica, devido ao alto grau de interação e difusão cultural que caracteriza a região[2]. Avanços como a escrita, epigrafia e o calendário não se originaram com os maias; no entanto, sua civilização se desenvolveu plenamente. A influência dos maias pode ser detectada em países como Honduras, Guatemala, El Salvador e na região central do México, a mais de 1 000 km da área maia.[3]. Muitas influências externas são encontrados na arte e arquitetura Maia, o que acredita-se ser resultado do intercâmbio comercial e cultural, em vez de conquista externa direta Os povos maias nunca desapareceram, nem na época do declínio no período clássico, nem com a chegada dos conquistadores espanhóis e a subsequente colonização espanhola das Américas. Hoje, os maias e seus descendentes formam populações consideráveis em toda a área antiga maia e mantêm um conjunto distinto de tradições e crenças que são o resultado da fusão das ideologias pré-colombianas e pós-conquista (e estruturado pela aprovação quase total ao catolicismo romano). Muitas línguas maias continuam a ser faladas como línguas primárias ainda hoje; o Rabinal Achí, uma obra literária na língua achi, foi declarada uma obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 2005. A arquitetura maia era bastante desenvolvida e ostentava obras grandiosas,tecnicamente qualificadas e com grande variedade e beleza de formas. Os estudiosos continuam a discutir quando esta civilização começou. Descobertas de ocupação maia em Cuello, no Belize, foram datadas de cerca de 2600 a.C, através da datação por carbono.[4][5] O calendário maia, que se baseia no chamado calendário de contagem longa mesoamericano, começa em uma data equivalente a 11 de agosto de 3114 a.C. Desde 2010, a teoria mais aceita é a de que os primeiros assentamentos claramente maias foram estabelecidos por volta de 1800 a.C. na região de Soconusco, na costa do Pacífico. Esse período, conhecido como o início do período pré-clássico,[6] foi caracterizado por comunidades sedentárias e com a introdução de obras com cerâmica. Entre os locais mais importantes nas terras maias mais baixas do sul da Península de Iucatã estão Nakbé, El Mirador, Cival e San Bartolo. Nas áreas mais altas da Guatemala, a cidade de Kaminaljuyu surgiu por volta de 800 a.C. Por muitos séculos, controlou as fontes de jade e obsidiana das regiões de Petén e e do Pacífico. Os importantes sítios iniciais de Izapa, Takalik Abaj e Chocolá, em torno de 600 a.C. eram os principais produtores de cacau. As comunidades maias de médio porte também começaram a se desenvolver nas terras baixas maias do norte durante o meio e o final do período pré-clássico, ainda que estas ainda não tinham o tamanho, a escala e a influência dos grandes centros urbanos das terras baixas do sul. Entre os dois sítios arqueológicos mais importantes do norte pré-clássico estão Komchen e Dzibilchaltun. A primeira inscrição escrita em hieróglifos maias também remonta a esse período (c. 250 a.C.).[8] Estudiosos divergem sobre os limites que definem a extensão física e cultural do início da civilização maia e das civilizações mesoamericanas pré-clássicas vizinhas, como a cultura dos olmecas, os povos de línguas mixe-zoqueanas e zapotecas de Chiapas e sul de Oaxaca, respectivamente. Muitos dos primeiros edifícios e inscrições mais significativas apareceram nesta zona de sobreposição e as evidências sugerem que essas culturas externas e os maias influenciaram a formação um do outro. Por volta de 100 d.C, um declínio generalizado e abandono das cidades maias ocorreu, o que ficou conhecido como "colapso do pré-clássico", o que marcou o fim do período. Período clássico Ruínas de El Caracol, no Belize Tulum, antiga cidade maia localizada no México O período clássico (c. 250-900 d.C.) foi um dos picos da construção em grande escala e do urbanismo, com a gravação de inscrições em monumentos e um desenvolvimento intelectual e artístico significativo, em particular nas regiões de planície do sul.[11] As pessoas desenvolveram uma civilização centrada em cidades e baseada na agricultura, composta por várias cidades-Estados independentes entre si, mas algumas subservientes a outras.[10] Isto inclui cidades bem conhecidas, como El Caracol, Tikal, Palenque, Copán, Xunantunich e Calakmul, mas também menos conhecidas, como Lamanai, Dos Pilas, Cahal Pech, Uaxactun, Altun Ha e Bonampak, entre outras. A distribuição dos assentamentos do início do período clássico nas planícies do norte não é tão claramente conhecida como das regiões ao sul, mas inclui uma série de centros populacionais, como Oxkintok, Chunchucmil e a ocupação antecipada de Uxmal. Durante este período, a população maia chegava a milhões. Eles criaram uma multidão de pequenos reinos e impérios, construíram palácios e templos monumentais, cerimônias ritualísticas altamente sofisticadas e desenvolveram um elaborado sistema de escrita hieroglífica.[12] A base social dessa exuberante civilização era uma grande rede política e econômica interligada que se estendia por toda a região maia e para além do mundo mesoamericano. As unidades políticas, econômicas e culturais dominantes "centrais" do sistema maia clássico estavam localizadas nas planícies centrais, enquanto as correspondentes unidades maias dependentes ou "periféricas" eram encontradas ao longo das margens do altiplano sul e de áreas de várzea do norte. Mas, como em todos os sistemas do mundo, os principais centros principais maias mudaram através do tempo, começando durante a era pré-clássica em terras altas do sul, quando se deslocaram para as terras baixas centrais durante o período clássico e, finalmente, quando mudaram para o norte da península durante o período pós-clássico. Neste sistema político, as unidades semi-periféricas maias geralmente tomavam a forma de centros comerciais.[13] Os monumentos mais notáveis são as pirâmides escalonadas que construíram em seus centros religiosos e os palácios que abrigavam seus governantes. O palácio em Cancuén é o maior em área feito pelos maias, mas o sítio arqueológico não tem pirâmides. Outros vestígios arqueológicos importantes incluem lajes de pedra esculpidas, geralmente chamados de estelas (os maias chamava tétum, ou "árvore-pedra"), que retratam os governantes junto com textos hieróglifos descrevendo sua árvore genealógica, vitórias militares e outras realizações.[14] A civilização maia participava do comércio de longa distância com muitas das outras culturas mesoamericanas, incluindo o povo da cidade de Teotihuacan, os zapotecas e outros grupos na região central e do golfo da costa do atual México. Além disso, eles mantinham comércio e intercâmbio com grupos mais distantes, não mesoamericanas, por exemplo, os taínos das ilhas do Caribe. Arqueólogos encontraram ouro do Panamá no Cenote Sagrado de Chichén Itzá. Bens comerciais importantes incluíam o cacau, sal, conchas, jade e obsidiana.

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